O governo brasileiro criticou as novas restrições da União Europeia às importações de aço. Segundo os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, as medidas reduzem o acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu e não resolvem o problema da superprodução mundial de aço.
As novas regras diminuem em 47% a quantidade de aço que pode entrar no bloco sem tarifas. Quem ultrapassar a cota passará a pagar imposto de 50%, o dobro da taxa anterior. O Brasil afirma que não houve acordo sobre compensações e defende uma solução negociada em fóruns internacionais.
Apesar das divergências, o governo informou que continuará negociando com a União Europeia. A Comissão Europeia justifica as mudanças dizendo que elas são necessárias para proteger a indústria siderúrgica do bloco, afetada pelo excesso de oferta global e pela perda de empregos no setor.


