Presidente e senador devem cumprir compromissos no estado em meio à disputa pela Presidência da República e às articulações para o Governo de Minas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), nomes que aparecem entre os principais candidatos à Presidência da República, têm agendas previstas em Minas Gerais na próxima semana. Os compromissos ocorrem em meio à movimentação dos partidos para as eleições de 2026 e também às articulações para a disputa pelo Governo de Minas.
Flávio Bolsonaro deve estar no estado na segunda-feira (17). A agenda começa em Juiz de Fora, na Zona da Mata, cidade onde seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de um ataque a faca durante a campanha presidencial de 2018.
Na parte da tarde, o senador deverá cumprir compromissos em Belo Horizonte. Entre as atividades previstas está um ato político ao lado do empresário Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que disputa a eleição para o Governo de Minas.
De acordo com aliados de Flávio Bolsonaro, Minas Gerais está entre os estados que devem concentrar parte significativa da agenda eleitoral do senador. A estratégia também inclui São Paulo e Rio de Janeiro, três estados que, juntos, representam cerca de 40% do eleitorado brasileiro. A expectativa da equipe política é que Flávio volte a Minas em outras ocasiões durante a campanha.
Lula também deverá visitar Minas Gerais na próxima semana. A previsão é de que o presidente cumpra compromissos no estado entre os dias 20 e 22 de agosto.
A agenda deverá incluir atividades ao lado do deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT), que teve sua candidatura ao Governo de Minas oficializada pelo partido em julho. A candidatura de Patrus foi construída com o objetivo de formar um palanque para Lula no estado.
A presença dos dois presidenciáveis ocorre em um cenário de disputa acirrada em Minas. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho apontou Lula com 30% das intenções de voto no primeiro turno entre eleitores mineiros, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Em uma simulação de segundo turno entre os dois, Lula apareceu com 38% e Flávio com 35%.
Além da disputa nacional, as agendas também devem ser utilizadas para ampliar a articulação política de seus respectivos grupos em Minas Gerais, estado considerado estratégico pelo peso eleitoral.






