Lula em evento com Lulinha. Foto: Nelson Almeida/AFP

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o inquérito que investiga Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, seja encaminhado à primeira instância da Justiça.

Filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lulinha é investigado pela suposta participação em negociações relacionadas a um projeto de comercialização de cannabis medicinal com o governo federal. Segundo a Polícia Federal, ele teria participado de tratativas com a lobista Roberta Luchsinger sobre a autorização para comercialização do produto em programas vinculados ao Ministério da Saúde.

A investigação apura possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência. Conforme os investigadores, Luchsinger também pretendia receber 20% dos valores de eventuais contratos firmados com o governo federal.

No pedido apresentado ao STF, a PGR argumenta que não há, entre as pessoas investigadas no caso, alguém com foro por prerrogativa de função perante a Corte. Dessa forma, segundo o órgão, o Supremo não teria competência para conduzir o inquérito.

A decisão sobre o pedido caberá ao ministro André Mendonça, relator de dois inquéritos em tramitação no STF que envolvem Lulinha.

A defesa de Lulinha afirmou que os elementos divulgados são resultado de “vazamentos ilegais” e questionou a imparcialidade e a condução das investigações. A defesa de Roberta Luchsinger não havia se manifestado até a publicação.