Motoristas de ônibus que trabalhavam em linhas operadas pela Transwolff, na cidade de São Paulo, adiaram para a próxima semana a paralisação que estava prevista para começar à meia-noite desta quarta-feira (21). A mobilização foi anunciada após trabalhadores denunciarem demissões por justa causa que consideram retaliação à paralisação realizada na segunda-feira (19), além de cobrarem esclarecimentos sobre os repasses ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A informação sobre o adiamento foi confirmada na manhã desta quarta-feira pelo advogado Emerson Silva, representante dos motoristas. Segundo ele, os trabalhadores decidiram postergar o movimento após serem informados de que a manifestação poderia ser considerada ilegal e resultar em sanções aos participantes.
De acordo com o advogado, a decisão foi tomada para evitar possíveis consequências aos funcionários. A nova paralisação, no entanto, poderá ocorrer na próxima semana, conforme a definição dos trabalhadores.
O grupo afirma que pelo menos três funcionários foram demitidos por justa causa após a mobilização de segunda-feira. Os trabalhadores também apontam falta de comprovação dos pagamentos relacionados ao INSS e ao FGTS. As denúncias estão entre os motivos apresentados para a possibilidade de uma nova paralisação.
Na manhã desta quarta-feira, a SPTrans informou que as linhas de ônibus operavam normalmente e que não havia informação sobre uma nova paralisação. Com o adiamento do movimento, o funcionamento do transporte público na capital paulista permanecia sem alteração, segundo a empresa responsável pela gestão do sistema municipal.
A Transwolff está sob intervenção da Prefeitura de São Paulo desde dezembro de 2024, após suspeitas de envolvimento da empresa com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As suspeitas motivaram medidas de intervenção na operação, mas não devem ser confundidas com comprovação de responsabilidade criminal de todos os funcionários ou dirigentes.
A eventual paralisação na próxima semana dependerá das decisões dos trabalhadores e dos desdobramentos das reivindicações apresentadas. Até o momento, a SPTrans informou que o serviço funcionava normalmente, enquanto os funcionários mantêm as denúncias relacionadas às demissões e aos repasses trabalhistas.






