O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, anunciou que pretende pedir a anulação do pleito. A contestação tem como um dos pontos a decisão que prorrogou por duas horas o horário de votação em algumas localidades. O parlamentar classificou a medida como inaceitável e alegou que ela comprometeu a igualdade entre os eleitores.

A extensão do horário, porém, ocorreu após uma solicitação da própria campanha de Flávio Bolsonaro ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O pedido abrangia municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. A decisão foi atribuída ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O senador também alegou que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre do TSE durante a apuração dos votos. O tribunal negou essa informação e afirmou que os representantes partidários acompanharam o processo de totalização e a divulgação dos resultados em um espaço destinado à fiscalização.

Após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, declarou ter absoluta segurança sobre o processo eleitoral. Até o momento descrito no relato, Flávio Bolsonaro havia anunciado a intenção de contestar o resultado, apresentando questionamentos sobre os procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.