Familiares das vítimas e movimentos sociais realizam, ao longo desta semana, uma série de atos em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para marcar os sete anos do rompimento da barragem da Vale na mina Córrego do Feijão. A data será lembrada no próximo domingo, 25 de janeiro.
O desastre, classificado como crime socioambiental, resultou na morte de 272 pessoas, destruiu famílias e comunidades inteiras e provocou danos ambientais de grandes proporções. Sete anos depois, a tragédia permanece como uma ferida aberta em Minas Gerais e no Brasil, enquanto familiares e atingidos seguem mobilizados na busca por justiça e responsabilização.
De acordo com a diretora da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos por Barragens (AVABRUM), Josiane Melona, a programação começa na quinta-feira, dia 22, com a realização de um seminário que terá como eixo central a discussão sobre justiça, responsabilização e reparação. O encontro contará com a participação de profissionais do Direito reconhecidos nacionalmente e responsáveis por projetos desenvolvidos na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Na sexta-feira, 23, está previsto um concerto na Praça das Joias, no Centro de Brumadinho. Já no sábado, 24, acontece a tradicional carreata “Um clamor por justiça”. No domingo, 25, no mesmo horário em que a barragem se rompeu, familiares, atingidos e apoiadores se reúnem para um ato simbólico de homenagem às vítimas e de manifestação coletiva por memória, verdade e justiça.
O sentimento compartilhado entre os participantes é de saudade, indignação e resistência diante da sensação de impunidade que ainda marca o caso.


