Prefeitura de João Monlevade esclarece situação estrutural da Igreja São José Operário

5
Igreja São José Operário - Arnon Germano / arquivo

A situação estrutural da Igreja São José Operário, bem tombado como patrimônio histórico e cultural de João Monlevade, passou a ser amplamente discutida no município nos últimos dias, após declarações feitas durante a missa realizada no último domingo (25), que levantaram questionamentos sobre a segurança da edificação.

Diante da repercussão, a Prefeitura de João Monlevade divulgou nota oficial informando que acompanha de forma técnica e contínua as condições do imóvel. Como parte desse acompanhamento, a Defesa Civil Municipal realizou nova vistoria na manhã desta quinta-feira (29), procedimento semelhante ao realizado em 7 de novembro de 2025, quando a situação foi inicialmente avaliada.

Segundo a Administração Municipal, os agentes da Defesa Civil não identificaram alterações nas condições gerais da igreja em relação à vistoria anterior. O relatório técnico aponta a existência de patologias relevantes, principalmente infiltrações e desgaste dos pisos externos, mas descarta risco de colapso estrutural, mantendo seguras as atividades realizadas no interior do templo.

Ainda conforme a nota, um dos corredores externos permanece interditado desde a primeira vistoria, por demandar ações preventivas de drenagem e impermeabilização. Os pisos externos em pedra apresentam fissuras, rejuntes abertos e pontos de acúmulo de água, o que contribui para o direcionamento da umidade ao embasamento da edificação.

A Prefeitura explicou que a avaliação completa do problema exige a retirada do piso externo, procedimento que deverá ser executado por empresa especializada e que não pode ocorrer durante o período chuvoso, que na região se estende, em média, até o mês de março, devido ao risco de agravamento do quadro.

Outro ponto destacado na nota é que, por se tratar de um bem tombado, qualquer intervenção depende de autorização do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, conforme a legislação vigente. O Executivo municipal também esclareceu que o tombamento não implica, automaticamente, a responsabilidade financeira do Município, já que o imóvel pertence à Diocese de Itabira–Coronel Fabriciano.

A Administração informou ainda que, em 2022, foram destinados mais de R$ 92 mil para obras de restauração da Igreja São José Operário, com recursos do Fundo de Patrimônio Cultural, contemplando serviços de contenção de infiltrações, recuperação de pintura, correção de trincas, desníveis de solo, afundamento de piso e reparos na rede elétrica.

Por fim, a Prefeitura informou que, após o envio do novo relatório técnico, será agendada uma reunião com a Diocese e o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural para discutir soluções conjuntas, envolvendo também a Câmara Municipal, iniciativa privada e sociedade civil organizada, com foco na preservação do patrimônio.