O Ministério da Saúde ampliou em 42% o diagnóstico de hanseníase entre 2022 e 2024, com crescimento da detecção por exame de contatos no Sistema Único de Saúde (SUS). A proporção passou de 9,6% para 13,3%, resultado do reforço da vigilância ativa e da expansão da testagem após o impacto da pandemia, segundo a pasta.

Desde 2023, o SUS passou a ofertar testes rápidos, com mais de 307 mil unidades distribuídas. Em 2024, teve início a implantação do exame PCR nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN), com habilitação de todos os estados e entrega de kits, que agora somam 2,8 mil.

O teste LPA para identificar resistência antimicrobiana começou a ser implantado em 2024 e segue em expansão. Os atendimentos relacionados à hanseníase cresceram 38%, de cerca de 140 mil em 2022 para mais de 194 mil em 2024, com aumento no número de pacientes em tratamento. Dados preliminares indicam redução de 3,86% nos casos em menores de 15 anos entre 2023 e 2024. A Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase 2024–2030 orienta ações de vigilância, diagnóstico e cuidado em parceria com estados e municípios.