Os pais do adolescente de 15 anos apontado como principal suspeito de agredir e causar a morte do cão comunitário “Orelha”, na Praia Brava em Florianópolis, estão planejando enviar o filho à Austrália antes que a justiça acolha a medida socioeducativa de internação solicitada pela Polícia Civil de Santa Catarina. Segundo informações apresentadas em um programa televisivo da TV Bandeirantes, os responsáveis, proprietários de uma empresa de contabilidade, tentam agilizar a emissão de visto australiano, possivelmente de intercâmbio, com apoio de um tio que reside no país. A estratégia visa deslocar o jovem para fora do Brasil em um prazo estimado de cerca de uma semana e antes que os passaportes sejam retidos pelas autoridades.
O caso, que mobilizou repercussão nacional e internacional, ganhou grande visibilidade após o cão, de cerca de 10 anos, ser espancado em janeiro e submetido à eutanásia em uma clínica veterinária devido à gravidade das lesões. A Polícia Civil concluiu o inquérito e pediu a internação de um dos envolvidos no início de fevereiro. O plano de saída do país ocorre em meio à pressão da sociedade e ao isolamento social dos jovens implicados no caso.
Segundo a apuração, a família tem facilidade em comprovar vínculos financeiros e apresentar documentação necessária para obtenção de visto no exterior, o que teria motivado essa articulação. Além disso, no debate foi mencionada a possibilidade de ocultação de provas por parte da mãe do adolescente ao retornar de viagem aos Estados Unidos, fato que também integra as apurações paralelas à principal investigação.





