Um piloto da Latam foi preso durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo, na manhã desta segunda-feira, dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas. Segundo as investigações, ele é suspeito de integrar uma quadrilha envolvida na exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo a polícia, o piloto ajudava a manter a rede criminosa e levava menores a motéis utilizando documentos falsos.

Para os investigadores, não se tratam de casos isolados, mas de uma rede organizada, com divisão de tarefas e atuação combinada entre os envolvidos. Durante a operação “Apertem os Cintos”, uma mulher também foi presa por suspeita de explorar sexualmente as próprias netas. A ação foi comandada pelo DHPP – Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, por meio da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, após meses de investigação.

Segundo a polícia, o grupo é investigado por crimes graves, como estupro de vulnerável, exploração sexual infantil, produção e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, aliciamento de menores, uso de documentos falsos, perseguição e coação de vítimas para evitar denúncias. O inquérito está em andamento desde outubro de 2025 e, até agora, três vítimas já foram identificadas: duas meninas de 11 e 12 anos e uma adolescente de 15. Todas teriam sido submetidas a situações graves de abuso e exploração. A polícia acredita que outras vítimas ainda possam aparecer, devido à quantidade de provas já reunidas.

Ao todo, a Justiça autorizou oito mandados de busca e apreensão e duas prisões temporárias. As equipes cumpriram as ordens de forma simultânea em São Paulo e em Guararema, com apoio de 32 policiais civis e 14 viaturas. A polícia afirma que a operação busca interromper imediatamente os crimes, proteger as vítimas, identificar outros suspeitos e recolher provas, principalmente materiais digitais. O caso segue sob investigação.