Criança de 5 anos é sétima vítima de intoxicação em piscina de academia, em SP

4

Uma criança, de 5 anos, é a sétima vítima de intoxicação da academia C4 Gym, após uma aula de natação. A mãe da menina registrou um boletim de ocorrência contra o estabelecimento. A mulher afirmou que a filha teve sangramentos nasais e dores de ouvido depois de participar de aulas de natação no local.

O atestado médico, apresentado à polícia, aponta que os problemas de saúde têm relação direta com a qualidade da água da piscina. Além da menina, outras seis pessoas tiveram problemas de saúde depois de utilizarem a piscina da C4 Gym, que, em nota, informou que prestou atendimento às vítimas. Dentre as sete pessoas, uma morreu, Juliana Bassetto, de 27 anos. O marido dela, Vinicius Oliveira, está internado em estado grave.

As investigações apontam que a causa do incidente foi a exposição a cloro adulterado. O produto estaria misturado a uma substância ainda não identificada, o que gerou reação química tóxica na água. A Polícia Civil de São Paulo indiciou, nessa quarta-feira, três sócios da C4 Gym. O delegado responsável, Alexandre Bento, pediu a prisão deles. Os três prestaram depoimentos, na tarde dessa quarta, no 42º Distrito Policial de São Paulo, localizado na Zona Leste da capital. Mais cedo, o manobrista da C4 Gym afirmou à polícia que o dono do estabelecimento disse apenas “paciência” ao ser avisado sobre os alunos terem passado mal.

Durante as oitivas, o homem afirmou que tentou contato com o gerente pelo menos três vezes ao constatar que os presentes na piscina estariam em perigo após usarem a piscina. Porém, não teve sucesso. Ele ainda disse que, instantes depois, o dono da academia retornou e não forneceu qualquer orientação adicional. A Subprefeitura da Vila Prudente interditou a academia preventivamente após constatar que o local não possuía alvará de funcionamento. Foram identificadas outras irregularidades, como a existência de dois CNPJs no mesmo endereço e uma “situação precária de segurança”.