Um novo eclipse lunar está previsto para esta terça-feira, 3 de março. O fenômeno sempre mobiliza curiosos e especialistas, mas, desta vez, o Brasil não estará na melhor posição geográfica para acompanhar o espetáculo completo da chamada Lua de sangue. O fenômeno ocorre quando há um alinhamento preciso entre Sol, Terra e Lua.
Segundo o astrônomo Thiago Signorini Gonçalves, a terra se coloca entre o Sol e a Lua, de maneira que a Lua fica atrás da sombra que a Terra projeta, formando um alinhamento desses três corpos. Ainda de acordo com o astrônomo, quando a lua está perfeitamente alinhada, a luz do Sol não consegue mais chegar diretamente à superfície da Lua, mas atravessa a atmosfera da Terra antes de chegar neste ponto. Dessa forma, apenas a parte vermelha da luz consegue passar, enquanto a azul é espalhada.
Por isso a Lua fica avermelhada, como no pôr do sol. O apelido Lua de sangue, segundo o astrônomo, é mais uma expressão de impacto popular do que um termo científico, mas traduz bem o efeito visual provocado pela filtragem atmosférica. Ainda em 2026 haverá um eclipse parcial quase total, de 93% de magnitude, visível em todo o território nacional, na noite de 27 para 28 de agosto.





