A Associação de Motoristas e Motociclistas de Itabira (MOVEITA) anunciou a posse de Wellington Gomes como novo presidente da entidade em meio a uma mobilização que tem colocado a categoria em estado de alerta. O motivo é a possibilidade de expansão de operações de transporte por aplicativo com veículos elétricos no município.

Segundo a associação, muitos profissionais demonstram preocupação com os possíveis impactos que o novo modelo poderá causar no mercado local. A entidade afirma que a chegada dessas operações pode aumentar a concorrência e afetar a renda de motoristas que já atuam na cidade utilizando veículos próprios.

Em comunicado divulgado à categoria, a MOVEITA informou que acompanha o assunto com atenção e convocou uma reunião de urgência para esta sexta-feira (29) as 20h, para discutir estratégias e posicionamentos diante do cenário. A associação afirma ser contrária à expansão desse modelo para Itabira e defende a abertura de um amplo debate sobre seus possíveis reflexos para os trabalhadores do setor.

A discussão ocorre em um momento de transformação da mobilidade urbana em diversas cidades brasileiras. Na região, João Monlevade já conta há mais de um ano com operações que utilizam veículos elétricos no transporte por aplicativo. O modelo passou a integrar o mercado local e se tornou mais uma alternativa disponível aos usuários, coexistindo com motoristas independentes cadastrados nas plataformas tradicionais.

Para os representantes da MOVEITA, a experiência observada em municípios vizinhos reforça a necessidade de discutir previamente os impactos da modalidade em Itabira. A entidade argumenta que é preciso avaliar questões relacionadas à concorrência, à sustentabilidade econômica da atividade e às condições de trabalho dos profissionais que já atuam no setor.

Ao assumir a presidência da associação, Wellington Gomes afirmou que a prioridade será fortalecer a representatividade da categoria e acompanhar de perto as mudanças que vêm ocorrendo no mercado de mobilidade urbana.