App do Governo de Minas pode ser ferramenta de consulta sobre escolas cívico-militares

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Bernardo Estillac - reprodução

Lançado nesta terça-feira pelo Governo de Minas, o aplicativo “Minha Escola MG” pode ser uma ferramenta para a retomada das consultas às comunidades escolares sobre a implementação do modelo de ensino cívico-militar em instituições estaduais. A hipótese foi comentada pelo secretário de Educação Rossieli Soares durante evento de apresentação do programa para smartphones.

A ideia central do aplicativo é aproximar a comunidade de pais e alunos da direção das escolas estaduais a partir de uma plataforma que oferece acesso à frequência, a rotina de deveres de casa, as notas e os comunicados direcionados aos estudantes e responsáveis. As ferramentas estarão disponíveis para quem baixar o programa a partir de amanhã, data de início deste ano letivo.

Segundo o Governo de Minas, novas funções serão desenvolvidas nos próximos meses, como a abertura de enquetes para ouvir sugestões e fazer consultas à comunidade acadêmica. A consulta sobre a ampliação da rede de escolas cívico-militares em Minas Gerais gerou polêmicas na comunidade acadêmica e dentro do campo político. No ano passado, o governo estadual lançou um programa de consulta para que pais, alunos e docentes opinassem sobre a adoção deste modelo de ensino na instituição em que frequentam.

Na Assembleia Legislativa, a oposição ao governador Romeu Zema protestou contra a ideia das consultas e da expansão do modelo. A ação dos deputados suplantou os limites do parlamento e motivou o acionamento do Tribunal de Contas do Estado no caso. Em agosto, por decisão monocrática do conselheiro Adonias Monteiro, o TCE suspendeu os processos de expansão das escolas cívico-militares após ação movida pela deputada estadual Beatriz Cerqueira.

Em dezembro, o pleno do tribunal manteve o entendimento inicial e determinou a interrupção do modelo nas nove unidades que já adotavam a militarização do ensino. O tribunal também contestou a convocação de militares da reserva para atuar no cago de supervisores e monitores nas escolas. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais autorizou a retomada do funcionamento das nove escolas com ensino cívico-militar no estado e do programa de expansão do modelo.