O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve, por unanimidade, a taxa Selic em 15% ao ano, apesar da queda da inflação e do dólar. A decisão, esperada pelo mercado, marca a quinta reunião consecutiva sem alteração e mantém os juros no maior patamar desde 2006.
Em comunicado, o Copom sinalizou que poderá iniciar a redução dos juros na reunião de março, desde que a inflação permaneça sob controle e o cenário econômico não traga surpresas. A decisão ocorreu mesmo com o colegiado desfalcado, após o fim do mandato de dois diretores no fim de 2025.
A inflação oficial, medida pelo IPCA, fechou 2025 em 4,26%, dentro do teto da meta contínua, que é de 3% com tolerância de até 4,5%. Para 2026, o Banco Central projeta inflação de 3,5%, enquanto o mercado estima 4%, segundo o boletim Focus. Juros elevados ajudam a conter a inflação ao encarecer o crédito, mas dificultam o crescimento econômico. O BC projeta alta de 1,6% do PIB em 2026, enquanto o mercado prevê crescimento de 1,8%.


