O Cartão Nacional de Saúde (CNS) passou a adotar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como identificador principal dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança entrou em vigor nesta sexta-feira (30 de janeiro de 2026), conforme anúncio do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A iniciativa substitui o antigo número do cartão do SUS pelo CPF como chave para identificar pacientes em atendimentos e serviços da rede pública. Segundo o Ministério da Saúde, a alteração tem como objetivo unificar cadastros, acabar com duplicidades e facilitar o acesso ao histórico de saúde dos usuários.
Na prática, a partir de agora, o cidadão informará apenas o número do CPF ao chegar a uma unidade de saúde para ser localizado no sistema. Os dados anteriores de pacientes que já tinham cartão SUS foram vinculados automaticamente ao CPF.
A mudança está acompanhada de uma revisão e “limpeza” da base de usuários do SUS (CadSUS), com redução de registros duplicados e inconsistentes, conforme metas do governo para ligar os cadastros ao CPF. A integração entre a base do SUS e a Receita Federal foi essencial para essa unificação, o que também deve agilizar o acesso a informações como histórico de vacinação e retirada de remédios no programa Farmácia Popular.
Pacientes sem CPF continuam podendo ser atendidos pelo SUS. O Ministério da Saúde informou que foi criado um cadastro temporário válido por um ano para situações em que a pessoa não consegue informar o número, como em casos de urgência.
A adaptação dos sistemas de informação do SUS para uso pleno do CPF seguirá em etapas, em parceria com estados e municípios, com prazo até dezembro de 2026 para conclusão.





