A Força Aérea Brasileira registrou a saída de 21 pilotos apenas nos três primeiros meses de 2026, acendendo um alerta sobre a capacidade operacional da instituição. Mantido o ritmo atual, a estimativa é de que quase 100 profissionais deixem a corporação até o fim do ano.

Os desligamentos envolvem, principalmente, militares altamente qualificados, muitos deles com experiência em aviação de caça, transporte e missões estratégicas. A evasão tem sido atribuída a fatores como remuneração considerada defasada em comparação ao setor privado, além de melhores oportunidades na aviação civil.

A perda contínua de pilotos representa um desafio significativo para a FAB, que depende desses profissionais para garantir operações essenciais, como defesa do espaço aéreo, transporte logístico e apoio a missões de emergência. A formação de novos pilotos é um processo longo e oneroso, o que dificulta a reposição imediata do efetivo.

Especialistas apontam que, sem medidas para retenção de pessoal, o cenário pode comprometer a eficiência operacional da Força Aérea, exigindo revisão de políticas de carreira e incentivos para evitar novas baixas.