Durante audiência pública realizada nesta terça-feira (17/3/2026) pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), servidores da educação estadual representados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) reivindicaram recomposição salarial de 41,83% para os profissionais da educação básica do estado.
A categoria — que está em greve há duas semanas — argumenta que o percentual corresponde às perdas inflacionárias acumuladas entre 2019 e 2025 e inclui todos os níveis e carreiras da educação pública estadual. Durante o encontro, representantes destacaram que a proposta de reajuste de 5,4% anunciada pelo governo é insuficiente para recuperar a defasagem salarial e não atende às necessidades da categoria.
A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, criticou a falta de uma agenda de negociação com o governo e classificou como “violento” o processo de diálogo até o momento. Também foram apontadas desigualdades salariais e o baixo investimento na educação pública nos últimos anos.
Em resposta, representantes do governo presentes ao debate afirmaram que estão buscando alternativas, mas não confirmaram uma data para iniciar formalmente a negociação com os líderes sindicais.





