Golpes digitais envolvendo o uso de imagens adulteradas têm evidenciado fragilidades na autenticação biométrica do Gov.br, plataforma que reúne serviços públicos federais e concentra dados sensíveis de milhões de brasileiros. Casos recentes mostram que a biometria facial, quando utilizada de forma isolada, pode ser explorada por criminosos para acesso indevido a contas de usuários.
De acordo com especialistas em segurança da informação, fraudadores têm recorrido a técnicas de engenharia social e manipulação de imagens para burlar sistemas de verificação de identidade. Entre os métodos identificados estão desde o uso de fotografias impressas até conteúdos produzidos por inteligência artificial, como deepfakes, capazes de simular com alto grau de realismo o rosto de uma pessoa.
A análise aponta que, embora a biometria seja uma ferramenta importante no combate a fraudes, ela não oferece proteção absoluta quando não é combinada com outras camadas de segurança. Sistemas baseados exclusivamente em reconhecimento facial podem ser enganados, especialmente quando não contam com mecanismos adicionais de validação.
Diante desse cenário, especialistas defendem a adoção de autenticação multifatorial, combinando biometria com senhas robustas e verificações em duas etapas. A estratégia amplia a dificuldade de ação dos criminosos e contribui para a proteção de dados pessoais e do acesso a serviços públicos digitais.
Usuários que suspeitarem de acessos indevidos ao Gov.br devem alterar imediatamente a senha, ativar métodos adicionais de segurança e procurar os canais oficiais da plataforma para relatar o ocorrido, além de registrar boletim de ocorrência, quando necessário.
Por Canaltech


