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Os trabalhadores da rede estadual de ensino de Minas Gerais decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 4 de março. A deliberação ocorreu em assembleia realizada no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, com participação de profissionais ligados ao Sind-UTE/MG.

De acordo com o sindicato, a paralisação foi aprovada diante da ausência de avanços nas negociações com o Governo do Estado. A categoria aponta perdas salariais acumuladas nos últimos anos e reivindica recomposição de 41,83%, percentual que, segundo a entidade, corresponde às perdas registradas entre 2019 e 2025.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise de Paula Romano, afirmou que a decisão representa uma forma de resistência na busca por melhores salários e condições de trabalho. Além da recomposição salarial, os trabalhadores defendem valorização da carreira e revisão de medidas que impactam a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e os Centros Estaduais de Educação Continuada (CESECs).

O sindicato também sustenta que o pedido leva em consideração o novo Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério para 2026, com a aplicação do reajuste anual previsto em lei.

Paralelamente à mobilização, a Secretaria de Estado de Educação apresentou, em sabatina na Assembleia Legislativa, as prioridades da pasta para 2026. Entre os pontos destacados estão a expansão do ensino profissionalizante, a defesa do modelo de escolas cívico-militares e a revisão de políticas voltadas à EJA, incluindo o funcionamento dos CESECs.

O debate sobre mudanças estruturais na rede estadual ocorre simultaneamente ao aumento da pressão por valorização profissional. A categoria cobra a abertura de diálogo formal com o Estado.