O impasse na ArcelorMittal com o Sindmon-Metal continua sem acordo e mantém os trabalhadores da usina de João Monlevade em regime de turno fixo. Na sexta-feira (20), o sindicato apresentou três contrapropostas temporárias para a organização da jornada de trabalho, todas com validade de 60 dias, após solicitação da empresa para retorno provisório do modelo 6x3x3. O Sindmom-Metal segue convicto de que Arcelor Mittal acabará adotando escala de 12h na Usina de Monlevade

De acordo com o sindicato, as alternativas tinham como objetivo permitir avanço nas negociações e garantir um período de transição mais equilibrado para os trabalhadores, enquanto a empresa avalia uma solução definitiva para o sistema de turnos.

Entre as propostas apresentadas estão a implementação da jornada de 12 horas no regime 4×4, o retorno ao modelo de quatro letras e oito subletras — já utilizado anteriormente — e a adoção do mesmo sistema de 12 horas aplicado na unidade da Mina do Andrade, também pertencente ao grupo ArcelorMittal.

O sindicato informou que os modelos sugeridos possuem referência prática, inclusive dentro da própria estrutura da empresa, o que demonstraria viabilidade operacional. Ainda assim, segundo a entidade, a ArcelorMittal comunicou no início da noite de sexta-feira que não aceitaria nenhuma das alternativas apresentadas.

Diante da falta de consenso, trabalhadores foram convidados para reunião no sindicato nesta segunda-feira (23), em dois horários, às 8h e às 16h, com o objetivo de esclarecer dúvidas e discutir a situação atual das negociações.

A entidade afirmou que qualquer proposta que avance será submetida à deliberação da categoria em assembleia.

O Sindmon-Metal informou que permanece convicto de que a ArcelorMittal deverá adotar, futuramente, a escala de 12 horas na usina de João Monlevade. O sindicato também destacou que qualquer proposta que avance será submetida à votação da categoria em assembleia.