Oncologia em João Monlevade ganha avanço com parceria entre hospitais
A oncologia em João Monlevade deu um passo estratégico nesta quarta-feira (8), com a assinatura de um Termo de Intenção de Cooperação Técnica e Operacional entre a Associação São Vicente de Paulo, mantenedora do Hospital Margarida, e a Irmandade Nossa Senhora das Dores, responsável pelo Hospital Nossa Senhora das Dores, em Itabira. O objetivo central é viabilizar a implantação de uma unidade regional de oncologia no município.
A iniciativa busca ampliar o acesso ao tratamento oncológico para pacientes da cidade e de toda a região, contemplando tanto usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto da rede suplementar. A proposta também visa descentralizar o atendimento, reduzindo a necessidade de deslocamentos para centros maiores.
Integração técnica e atendimento humanizado são pilares do projeto
De acordo com o termo assinado, a futura unidade deverá funcionar com suporte técnico do Hospital Nossa Senhora das Dores, reconhecido pela atuação na área de oncologia. A parceria prevê a integração de capacidades técnicas, administrativas e assistenciais entre as instituições envolvidas.
Entre os principais objetivos da cooperação estão:
- Redução do deslocamento de pacientes para outros municípios
- Ampliação do acesso ao tratamento oncológico
- Atendimento contínuo e humanizado
- Fortalecimento da rede regional de saúde
A proposta atende a uma demanda histórica da população, especialmente de pacientes que enfrentam rotinas desgastantes em busca de tratamento fora da cidade.
Estrutura dependerá de adequações em espaço público
A implantação da unidade está condicionada à disponibilização de um espaço físico adequado. Um imóvel já indicado previamente é o segundo andar do antigo Pronto Atendimento (PA), no bairro Belmonte, que deverá passar por adaptações para atender às exigências técnicas e sanitárias.
Além disso, as instituições envolvidas deverão avançar na obtenção de autorizações, credenciamentos e licenças obrigatórias. Também está prevista a elaboração de um plano técnico-operacional detalhado, que irá definir o funcionamento da unidade.
Autoridades destacam impacto social e na saúde pública
A vice-prefeita de João Monlevade, Dorinha Machado, participou da assinatura do termo e ressaltou o impacto direto da iniciativa na qualidade de vida da população.
Segundo ela, o projeto representa um avanço significativo para o município, ao oferecer mais dignidade e cuidado aos pacientes, além de reduzir a necessidade de deslocamentos frequentes para tratamento.
O provedor do Hospital Margarida, José Alberto Grijó, enfatizou o compromisso da instituição com a ampliação dos serviços de saúde, destacando a tradição de atendimento à população local e regional.
Já o provedor do Hospital Nossa Senhora das Dores, José Gerson Querobino, destacou que a cooperação permitirá levar a experiência já consolidada em oncologia para mais perto dos pacientes, fortalecendo o atendimento regional.
Mesmo ausente no ato por compromissos em Brasília, o prefeito de João Monlevade, Dr. Laércio Ribeiro, também se manifestou sobre o projeto. Com experiência na área médica, ele apontou a importância da proximidade no tratamento oncológico, tanto do ponto de vista estrutural quanto humano.
Projeto ainda não gera custos imediatos, mas estabelece diretrizes
O termo assinado possui caráter não vinculante, ou seja, não gera obrigações financeiras imediatas entre as partes ou com o poder público municipal. No entanto, formaliza o interesse conjunto em avançar na implantação da unidade.
A vigência inicial do acordo é de 12 meses, podendo ser prorrogada conforme alinhamento entre as instituições.
A expectativa é que, uma vez estruturada, a unidade regional de oncologia atenda não apenas João Monlevade, mas também municípios vizinhos, consolidando um novo polo de atendimento especializado na região.
Fortalecimento da saúde regional
A iniciativa representa um movimento relevante para o fortalecimento da assistência em saúde no Médio Piracicaba, especialmente em uma área sensível e de alta demanda como a oncologia.
Com a possível implantação da unidade, a tendência é de ampliação da capacidade de atendimento, melhoria no acesso aos serviços e redução do impacto emocional e financeiro enfrentado por pacientes e familiares.





