O requerimento que solicitava a realização de uma audiência pública para discutir a implantação do turno fixo na Usina de Monlevade foi retirado da pauta da reunião da Câmara Municipal realizada na terça-feira (1º), após questionamento da empresa ArcelorMittal.

A companhia contestou a competência do Legislativo municipal para promover o debate sobre os impactos da mudança na jornada de trabalho no município. Diante da manifestação, o presidente da Câmara, Fernando Linhares (Podemos), decidiu retirar de tramitação o Requerimento nº 22/2026, de autoria da vereadora Maria do Sagrado (PT), que propunha a audiência.

Segundo Linhares, a empresa solicitou que o tema seja analisado previamente pela Procuradoria Jurídica da Câmara. No pedido, a ArcelorMittal Brasil S.A. requer a emissão de parecer quanto à competência constitucional, legal e regimental da Casa para a realização da audiência pública, além da suspensão de qualquer നടപട relativo ao assunto até a conclusão da análise.

Com isso, o presidente encaminhou a demanda ao setor jurídico do Legislativo, que deverá se manifestar antes que o requerimento volte à pauta para apreciação dos vereadores.

A proposta de audiência havia sido apresentada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal), após a implantação do turno fixo na unidade da empresa na cidade.

O objetivo era promover um debate público sobre os possíveis impactos da mudança na rotina dos trabalhadores, especialmente em relação à saúde, segurança e qualidade de vida.