Em um movimento de articulação institucional voltado à proteção do patrimônio histórico e religioso de João Monlevade, a Prefeitura, a Câmara Municipal e a Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano se reuniram nesta sexta-feira (13), no Arpas, no bairro Vila Tanque, para alinhar medidas que assegurem a preservação da Igreja São José Operário.

Durante o encontro, o prefeito Dr. Laércio Ribeiro destacou a importância da cooperação entre as instituições e reiterou o compromisso do Executivo com a conservação de um dos principais símbolos da fé e da história local. Segundo ele, a proposta é construir, de forma conjunta, uma solução técnica e juridicamente viável que garanta a segurança estrutural e a manutenção do templo.

O presidente da Câmara, Fernando Linhares, manifestou a disposição do Legislativo em colaborar com celeridade nos encaminhamentos necessários. Ele observou que, embora o município não seja o proprietário do imóvel, há um entendimento quanto à relevância histórica e afetiva da igreja para a comunidade. Linhares informou ainda que, ao devolver sobras orçamentárias ao Executivo, indicará que parte dos recursos seja direcionada às obras de manutenção do templo.

Representando a paróquia, o padre Jefferson Cruz Veronês apresentou as principais demandas estruturais, como intervenções nas redes elétrica e hidráulica, serviços de pintura e avaliação de pontos de afundamento na área externa. Já o padre Francisco César da Cruz Neto, pela Diocese, apontou as limitações financeiras da paróquia e defendeu a união entre poder público, iniciativa privada e fiéis para viabilizar as obras.

Encaminhamentos técnicos e próximos passos

O secretário municipal de Obras, Gustavo Maciel, informou que equipes de engenharia e da Defesa Civil já realizaram vistorias no local. Por se tratar de bem tombado, as intervenções dependem de respaldo técnico e observância das normas de preservação.

O engenheiro Júlio Bruno Leite Júnior explicou que será necessário um diagnóstico técnico detalhado, a ser elaborado por empresa especializada, para definir com precisão os serviços e os custos envolvidos. Também foi alinhada a realização de vistoria pelo Corpo de Bombeiros, conforme informou o coordenador da Defesa Civil, Edemir Alves da Silva.

A diretora-presidente da Fundação Casa de Cultura, Nadja Lírio, esclareceu que há recursos disponíveis no Fundo Municipal do Patrimônio Cultural, que poderão ser aplicados após a conclusão do diagnóstico e deliberação do Conselho Municipal do Patrimônio. A Diocese poderá indicar representantes para compor o Conselho, mediante solicitação formal.

O prefeito defendeu ainda a busca de parcerias com empresas instaladas no município para ampliar as fontes de financiamento e dar agilidade ao processo. Fernando Linhares informou que já articula, junto ao Ministério Público de Minas Gerais e a uma empresa especializada, a elaboração de projeto técnico que poderá possibilitar a destinação de recursos à recuperação da igreja.

Como encaminhamento consensual, ficou definido que a Diocese contratará empresa para elaboração do diagnóstico técnico. Paralelamente, Prefeitura e Câmara vão viabilizar o repasse de recursos ao Fundo do Patrimônio Cultural, possibilitando, após análise do Conselho, a execução das intervenções. Também foi proposta a criação de uma comissão conjunta para acompanhar todas as etapas e envolver a comunidade e empresas locais em ações de apoio.

Uma nova reunião será agendada após o posicionamento oficial da Diocese.