Relator da CPMI pede quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha

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O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), pediu na segunda-feira a quebra do sigilo fiscal e bancário de Lulinha, filho do presidente Lula, após a Polícia Federal sugerir que Roberta Lucshinger, amiga de Fábio Luís, o Lulinha, teria atuado como intermediária financeira de repasses de vantagens indevidas e que o grau de interferência e a obstrução da Justiça se tornam nítidos.

Segundo o deputado, a necessidade de se investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, o Careca do INSS, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger responde explicitamente tratar-se de “o filho do rapaz”.

Roberta teria enviado mensagem a Antônio Camilo depois de deflagrada uma das fases da operação ordenando que ele se livrasse de aparelhos telefônicos, além de demonstrar preocupação com a apreensão de um envelope contendo o nome de um amigo deles. Para o deputado, sob a ótica política e investigativa, a medida justifica-se pela suspeita que Fábio Luís tenha atuado como “sócio oculto” do Careca do INSS em empreendimentos de cannabis medicinal financiados com recursos que se acredita desviados do INSS.

A CPMI tenta aprovar este requerimento no retorno dos trabalhos nesta quinta-feira, mas integrantes do colegiado afirmam que o governo se mobilizou para barrar todos os requerimentos envolvendo o filho do presidente Lula e, desde dezembro, a base aliada tem conseguido impedir investigações na comissão que possam afetar o Palácio do Planalto. Um dos principais motivos do impedimento de avanço nas investigações é a proximidade de partidos do Centrão ao governo, que travam os requerimentos. O governo conta com cerca de 18 votos na comissão, contra 12 da oposição.