O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal) informou que está acompanhando de perto o processo de implantação do turno fixo anunciado de forma unilateral pela ArcelorMittal Monlevade, medida que decorre do impasse nas negociações sobre a jornada de trabalho na usina siderúrgica.
O desacordo entre a empresa e o sindicato pode afetar aproximadamente 650 trabalhadores da unidade em João Monlevade. O acordo coletivo que regulava o sistema de turnos expirou em 28 de fevereiro e, sem renovação, a ArcelorMittal sinalizou a possibilidade de adotar um regime de turnos fixos em três períodos (7h às 15h, 15h às 23h e 23h às 7h) a partir desta terça-feira (10).
A proposta apresentada pelo Sindmon-Metal previa a implementação de um novo modelo de revezamento (regime 12×4×4), alternando dias de trabalho diurno e noturno com quatro dias consecutivos de folga. No entanto, sem consenso na mesa de negociação, a companhia afirmou que a adoção de turnos fixos é uma alternativa legal na ausência de acordo coletivo válido e que mantém compromisso com o cumprimento das normas trabalhistas.
Em nota, o sindicato disse que acompanha atentamente a situação, inclusive seus impactos para a categoria, e orientou os trabalhadores a acompanhar as informações pelos canais oficiais da entidade. A direção sindical destacou seu compromisso com a defesa dos direitos da categoria e a transparência nas informações, e informou que segue aberta ao diálogo para avançar na conquista de uma jornada de trabalho mais digna, garantindo direitos já assegurados a trabalhadores do mesmo grupo econômico em outras unidades.





