Um ano após a entrada em vigor do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o aço, as exportações mineiras do setor passaram por mudanças significativas no perfil das vendas ao mercado americano.
Estudo divulgado nesta quinta-feira pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) aponta que, entre 2025 e 2026, os embarques de aço de Minas Gerais para os Estados Unidos cresceram 15% em volume. Apesar disso, o valor exportado registrou queda de 26%.
No cenário global, as vendas externas do estado também apresentaram crescimento em volume. As exportações avançaram 12% em peso, enquanto a receita teve leve retração de 1%.
De acordo com a Fiemg, o resultado está associado a uma mudança no perfil da pauta exportadora. Com o aumento das tarifas sobre o aço, os embarques destinados ao mercado americano passaram a se concentrar em produtos de menor valor agregado.
Entre os principais itens exportados estão os chamados aços semiacabados, utilizados como insumo para processamento em siderúrgicas instaladas nos Estados Unidos.
Na prática, o movimento indica que Minas Gerais passou a exportar maior quantidade de aço, porém com menor valor médio por tonelada. Essa mudança explica a diferença entre o crescimento do volume embarcado e a queda na receita total das vendas destinadas ao mercado norte-americano.





