A mineradora Vale informou que o trem de passageiros e o transporte de cargas da Estrada de Ferro Vitória a Minas continuam suspensos nesta quinta-feira (26) e sexta-feira (27), chegando ao quinto dia consecutivo de paralisação no trecho que passa por Resplendor (MG).
A interrupção ocorre por causa de um protesto realizado por indígenas dos povos Tupiniquim e Guarani, no município de Aracruz (ES), onde a linha férrea foi bloqueada. O grupo reivindica inclusão nos acordos de reparação pelos danos provocados pelo rompimento da barragem de Mariana, ocorrido em 2015.
De acordo com lideranças indígenas e com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), cerca de 1.600 pessoas pedem reconhecimento como atingidas pelo desastre ambiental na bacia do Rio Doce. Eles alegam que ficaram fora dos processos de indenização e solicitam compensações financeiras, além de acesso ao Auxílio de Subsistência Emergencial previsto no Novo Acordo do Rio Doce.
A paralisação já provoca impacto econômico relevante. Estimativas indicam perdas diárias de aproximadamente R$ 129 milhões, totalizando prejuízo acumulado de cerca de R$ 645 milhões ao longo de cinco dias.
A suspensão também afeta o transporte de passageiros. A Vale orienta que usuários remarquem as passagens ou solicitem reembolso em até 30 dias por meio do canal Alô Vale (0800 285 7000).
A empresa informou que trabalha para retomar a circulação com segurança, mas ainda não há previsão para normalização do serviço. O bloqueio continua sem prazo para terminar, mantendo impactos sociais, econômicos e logísticos na região.





