O volume de vendas do comércio varejista brasileiro registrou queda de 1,5% em abril na comparação com março, interrompendo uma sequência de três meses consecutivos de crescimento. O resultado, divulgado nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de combustíveis e lubrificantes.
Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), o desempenho representa a maior retração do setor desde junho de 2022, quando havia sido registrada queda de 2,8%. Apesar do recuo mensal, o comércio manteve crescimento de 1% em relação a abril de 2025.
Os dados mostram ainda que a média móvel trimestral permaneceu estável, sem variação, indicando uma acomodação da atividade no período. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresenta expansão de 1,5%.
Mesmo com a queda registrada em abril, o nível de atividade do comércio permanece próximo do recorde histórico alcançado em março deste ano, ficando apenas 1,5% abaixo do maior patamar da série.
A Pesquisa Mensal de Comércio integra o conjunto de indicadores conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias, o instituto também informou crescimento de 0,7% da produção industrial em abril, marcando o quarto avanço consecutivo do setor, além da alta de 1,2% no volume de serviços, que voltou a crescer após cinco meses sem resultados positivos.


