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João Monlevade
terça-feira, março 17, 2026
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Deputado consegue 229 assinaturas, quórum suficiente para instalar a CPI do Master

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O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice líder da Oposição ao governo petista na Câmara, publicou em suas redes sociais ter conseguido 229 assinaturas, atingindo o quórum necessário para abertura da CPMI – Comissão Mista Parlamentar de Inquérito, que permite investigações sobre possíveis crimes financeiros do Banco Master. A assessoria de Jordy confirmou as 229 assinaturas, sendo 196 de deputados e 33 de senadores.

O pedido de abertura vai agora à apreciação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que deve escolher o relator da comissão. Para se instalar uma CPI no Congresso são necessários os cumprimentos de alguns requisitos formais previstos na Constituição Federal, como a adesão mínima de 171 deputados e 27 senadores para consolidar a comissão. O caso Master ganhou destaque após a Operação Compilance Zero, da Polícia Federal, que desarticulou um esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões, o que resultou na liquidação da instituição financeira e na prisão do seu dono, Daniel Vorcaro.

A PF aponta o Master como epicentro de um esquema sofisticado de emissão de títulos de crédito sem lastro, como imóvel, veículos, ou ativo financeiro que dê sustentação ao empréstimo, uso de empresas de fachada e conluio entre executivos privados e agentes públicos. O requerimento do parlamentar ainda menciona a possível ligação do Master com a organização criminosa PCC – Primeiro Comando da Capital. Os principais alvos são, o ministro do STF – Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, advogada do Master.

Segundo a jornalista Malu Gaspar, da Globo News, Viviane recebe honorários de R$ 3.646.529,77 por mês, por 36 meses, atingindo o montante de R$ 131.275.071,72 ao final da prestação do serviço. O conteúdo do contrato da mulher de Moraes com o Master nunca foi divulgado na íntegra, sequer se sabe o quanto foi honrado, quais serviços foram prestados e quantos pagamentos foram feitos até o momento. As partes envolvidas nunca contestaram os dados parciais já publicados.

Com o nome da esposa envolvida e sob acusação de ter se encontrado com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, o ministro Alexandre de Moraes emitiu nota em 23 de dezembro negando ter tratado de assuntos relacionados ao caso. O gabinete do ministro também declarou que o escritório de sua mulher nunca atuou na operação de venda do Banco Master para o BrB – Banco de Brasília.

Não é permitida essa ação.