O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e estendeu o regime à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresas que faziam parte do mesmo conglomerado financeiro. O conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro.

Dados do Banco Central indicam que, até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam R$ 18,07 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões. Nas captações, a participação era de 0,05% do total de R$ 13,1 trilhões, cerca de R$ 6,5 bilhões.

Segundo o Banco Central, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldade para pagar suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. O BC informou que seguirá apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades, conforme prevê a lei. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis, como determina a legislação.