A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta terça-feira (31/3), a 3ª fase da Operação Amparo, com o cumprimento de cerca de 102 mandados de prisão e 143 de busca e apreensão em todo o estado. A ação tem como foco o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra meninas e mulheres.
Os mandados são resultado de investigações conduzidas pelas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), que também mobilizaram equipes para a realização de mais de 200 visitas tranquilizadoras. As diligências ocorrem em casos relacionados à Lei Maria da Penha, com o objetivo de garantir a proteção das vítimas, verificar o cumprimento de medidas protetivas de urgência, identificar possíveis irregularidades e localizar armas de fogo.
Segundo o delegado-regional, Bernardo de Barros Machado, em João Monlevade não foram cumpridos mandados relacionados a operação.

Visitas tranquilizadoras reforçam apoio a vítimas
A chamada “visita tranquilizadora” é uma ação realizada por forças de segurança pública, como Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, com foco no atendimento às vítimas de crimes violentos ou ocorrências traumáticas após o fato.
A iniciativa consiste no contato direto com a vítima, com o objetivo de oferecer acolhimento, reduzir impactos emocionais e restabelecer a sensação de segurança. Durante a visita, os agentes também buscam compreender melhor as circunstâncias da ocorrência, além de orientar sobre medidas preventivas para evitar novos episódios.
Outro ponto importante da ação é a avaliação do atendimento prestado inicialmente. As informações coletadas permitem identificar possíveis falhas ou vulnerabilidades no sistema de defesa social, contribuindo para o aprimoramento de procedimentos operacionais e administrativos.
Além do caráter humanitário, a visita tranquilizadora também desempenha papel estratégico, ao fornecer dados que auxiliam no planejamento das forças de segurança e no fortalecimento da relação com a comunidade.
A prática integra uma abordagem mais próxima da população, voltada não apenas à repressão criminal, mas também ao cuidado com os impactos gerados pelas ocorrências.



