A ArcelorMittal Monlevade informou aos trabalhadores, nesta semana, a contratação de uma consultoria especializada para desenvolver novas propostas de jornada de trabalho. A medida ocorre em meio ao impasse com o Sindmon-Metal, que representa os metalúrgicos no município, diante da falta de consenso sobre o modelo ideal de turnos.
Segundo comunicado da empresa, a consultoria terá como objetivo elaborar alternativas de tabelas com jornadas de 8 horas, organizadas em três turnos e distribuídas em quatro letras. A iniciativa busca atender às exigências legais vigentes e, ao mesmo tempo, encontrar uma solução viável para substituir o atual regime de turno fixo.
O modelo atual entrou em vigor no dia 10 de março, após o encerramento do acordo anterior em 28 de fevereiro, sem que houvesse uma nova pactuação. Desde então, os trabalhadores deixaram o sistema de revezamento e passaram a cumprir horários fixos previamente definidos.
A mudança tem gerado impactos na rotina dos empregados. Entre as principais queixas estão a redução de vencimentos para quem atua das 7h às 15h, em função do fim do adicional noturno, além de dificuldades na vida social para os trabalhadores do turno entre 23h e 7h.
Apesar das divergências, tanto a empresa quanto o sindicato informaram que seguem abertos ao diálogo na tentativa de construir um acordo que atenda às necessidades operacionais e garanta os direitos dos trabalhadores.
Diante da indefinição, o sindicato solicitou à Câmara Municipal a realização de uma audiência pública para ampliar o debate com a sociedade. O encontro, proposto pela vereadora Maria do Sagrado e aprovado pelos parlamentares, está marcado para segunda-feira, 27 de abril, às 17h30.
A expectativa é de participação de representantes da empresa, do sindicato, trabalhadores e autoridades municipais. A reunião deverá abordar os impactos do turno fixo na comunidade e discutir possíveis caminhos para um novo acordo de jornada.





