O Ministério Público de Minas Gerais obteve a condenação de um réu a 210 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, por uma série de crimes de estupro e estupro de vulnerável praticados contra a própria filha, ocorridos ao longo de quatro anos, em Itabira. A decisão, conforme o MPMG, impõe ainda o pagamento de uma indenização por danos morais em benefício da vítima.

A atuação foi conduzida pela Promotoria de Justiça Criminal de Itabira. O Ministério Público informou que, de acordo com as investigações, os abusos ocorriam na casa da família, aproveitando-se de momentos em que não havia ninguém no local. A mãe da garota, entretanto, descobriu os crimes ao ver notificações de mensagens no celular da filha em que o pai a forçava a não revelar nada do que estava acontecendo.

O namorado da vítima e outras testemunhas confirmaram os fatos. O réu foi condenado por crimes de estupro de vulnerável, referentes a atos praticados ao longo do ano de 2022, quando a vítima tinha 13 anos. Também foi condenado por crimes de estupro mediante grave ameaça, ocorridos entre os anos de 2023 e julho de 2025, período em que a vítima já estava com mais de 14 anos.

Para cada uma das duas tipificações penais, a Justiça reconheceu que os abusos ocorreram por no mínimo dez vezes. A sentença ainda considerou o aumento de pena por conta do parentesco entre agressor e vítima.