Professor Diogo (vereador da Câmara Municipal de Timóteo), Renara Cristina de Oliveira (vereadora da Câmara Municipal de Timóteo), Tito Torres (deputado estadual PSD/MG), Bruno Torrano Amorim de Almeida (promotor de Justiça da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Timóteo) - Foto: Guilherme Bergamini

A preservação da Mata dos Funcionários, uma das principais áreas remanescentes de Mata Atlântica em Timóteo, esteve no centro dos debates realizados nesta segunda-feira (8), durante audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O encontro ocorreu na Câmara Municipal e discutiu os impactos da Lei Municipal nº 4.022/2025 sobre o futuro da área.

A reunião foi presidida pelo deputado estadual Tito Torres, atendendo a uma solicitação de moradores e da Associação de Moradores do Bairro Funcionários (AMBF). O objetivo foi avaliar os possíveis efeitos das mudanças no zoneamento urbano sobre a chamada Mata dos Funcionários, considerada estratégica para a conservação ambiental do município.

Durante a audiência, especialistas, representantes de órgãos ambientais, lideranças comunitárias e autoridades locais analisaram as alterações promovidas pela legislação. A principal preocupação está relacionada à mudança da classificação da área, que deixou de ser enquadrada como Zona de Sustentabilidade Ambiental (ZSA) e passou a integrar a Zona Mista 3 (ZM3), permitindo maior potencial de ocupação urbana.

Ao longo dos debates, Tito Torres defendeu a construção de consensos entre os diversos setores envolvidos. Segundo o parlamentar, é necessário conciliar o desenvolvimento urbano com a proteção ambiental, buscando alternativas que garantam a preservação da mata sem comprometer o crescimento planejado da cidade.

Audiência Pública – Timóteo – Crédito Guilherme Bergamini

A comissão pretende agora ampliar o diálogo com o Ministério Público de Minas Gerais e com a Prefeitura de Timóteo para acompanhar os desdobramentos do caso. O Ministério Público já instaurou procedimento administrativo para monitorar a situação. A intenção é assegurar que eventuais mudanças futuras sejam embasadas em estudos técnicos e estejam em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Plano Diretor do município.