O acidente ou “tragédia-crime”, como classifica a AVABRUM – Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão, ocorreu por volta de 12h30 do dia 25 de janeiro de 2019. Duzentas e setenta e duas pessoas foram mortas. Após 2.557 dias, nesse domingo, ninguém foi respondeu criminalmente pelo ocorrido. Sete anos inteiros do episódio, abre-se possibilidade de que 15 pessoas respondam pelo acidente na Justiça.
Dia 23 de fevereiro começam as audiências de instrução na 2ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte. Até maio de 2027, vítimas não letais, testemunhas e réus prestarão testemunho. A Vale diz que não comenta a ação contra a empresa que está em tramitação judicial. Contudo, a empresa enumerou as ações de reparação que realiza na região. A empresa destaca que “avança na reparação dos impactos do rompimento em Brumadinho, com a execução econômica, até dezembro de 2025, de 81% do Acordo Judicial de Reparação Integral e com investimentos que vão além das indenizações”.
As ações incluem a recuperação socioambiental e a garantia de abastecimento hídrico. Há iniciativas para diversificação econômica da região. A empresa diz ainda que, paralelamente, investe na segurança de suas barragens. Já a Samarco, responsável pela barragem que se rompeu em Mariana, em 2015, respondeu em nota que reafirma sua solidariedade às pessoas, comunidades e territórios. Com a assinatura do Novo Acordo do Rio Doce, em 2024, a Samarco passou a assumir diretamente a responsabilidade pela condução das ações de reparação e compensação.
A empresa afirma que segue cumprindo integralmente o Acordo e mantém o compromisso com a reparação definitiva. Segundo a Samarco, ao longo desse período, milhares de pessoas foram indenizadas, novos distritos construídos e entregues às comunidades, e ações relevantes de recuperação ambiental continuam sendo executadas nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. A TÜV SÜD é a holding alemã cuja filial no Brasil cumpre contrato para avaliar a barragem.
Em nota, representantes afirmam que o rompimento da barragem em Brumadinho “foi uma grande tragédia”. Segundo a companhia, que a emissão das declarações de estabilidade foi legítima e em conformidade com a legislação aplicável e padrões técnicos e a barragem estava estável no momento das declarações de estabilidade. Na manhã desse domingo, a Avabrum promoveu ato dedicado à memória das 272 pessoas mortas pela tragédia da barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão. O evento ocorreu no Letreiro de Brumadinho, na entrada da cidade.
