O Cemitério Histórico de João Monlevade estará aberto à visitação pública no dia 2 de novembro, Dia de Finados, das 8h às 16h. O espaço, preservado pela ArcelorMittal, reúne túmulos de pessoas ligadas à formação e ao desenvolvimento do município e mantém registros de diferentes períodos da história local. A entrada será gratuita, sem necessidade de agendamento prévio.
Construído por volta de 1820, o cemitério foi criado para sepultar pessoas escravizadas que trabalhavam na Forja Catalã, estrutura utilizada na produção de ferro, e no Solar de Monlevade, residência do pioneiro francês Jean Antoine Félix Dissandes de Monlevade. Entre as pessoas sepultadas no local estão o próprio Jean Monlevade, que teria manifestado, antes de morrer, o desejo de ser enterrado ali, e Senhorinha da Silva, dama de companhia de Clara de Souza Coutinho, esposa do pioneiro. Senhorinha foi sepultada junto ao casal, conforme os registros históricos mencionados.
O espaço também abriga os túmulos do engenheiro luxemburguês Louis Jacques Ensch, especialista na produção de aço, e de sua esposa, Maria Coutinho Ensch. Em 1935, Louis Ensch foi responsável pela implantação de uma nova usina nas terras que pertenceram a Jean Monlevade e coordenou a construção de vilas operárias que contribuíram para a formação da cidade.
Outro nome presente no cemitério é o do engenheiro alemão Ervin Krueger, que atuava como chefe das instalações elétricas da Unidade Monlevade. Também estão sepultados no local Orozimbo Bemvindo Brasileiro e José Alvim, que morreram em 1942, durante episódios registrados na história local no período da Segunda Guerra Mundial.
Considerado um patrimônio histórico e cultural do município, o cemitério permite conhecer parte da trajetória de João Monlevade por meio das pessoas ali sepultadas e de suas relações com a antiga atividade metalúrgica. A visitação no Dia de Finados será aberta à comunidade, das 8h às 16h, sem necessidade de inscrição antecipada.





