Modelo adotado nos municípios mostra caminhos distintos para consolidação do ensino técnico na região
O avanço para a implantação do campus do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) em João Monlevade, oficializado com a apresentação da portaria de funcionamento no dia 9 de abril de 2026, ocorre em paralelo à expansão da instituição em outras cidades, como São Gonçalo do Rio Abaixo. Apesar de integrarem o mesmo movimento de fortalecimento da educação técnica em Minas Gerais, os dois municípios adotam estratégias distintas quanto à estrutura física das unidades.
Em São Gonçalo do Rio Abaixo, a instalação do IFMG foi viabilizada por meio da adaptação de um prédio já existente. Com a transferência da sede da Prefeitura para um novo espaço, o antigo imóvel do Executivo foi readequado e passou a abrigar a unidade definitiva do instituto, permitindo o início imediato das atividades, incluindo o curso técnico em Química.
Já em João Monlevade, o processo segue um modelo diferente. O município iniciou a construção de um campus próprio no Parque do Areão Leonardo Diniz Dias, o que demanda um prazo maior até a conclusão total da estrutura. As obras já estão em andamento, com o restaurante estudantil em execução e previsão de início do bloco didático.
Enquanto a sede definitiva não é finalizada, o IFMG deve iniciar suas atividades em um espaço provisório, instalado no imóvel onde funcionava a Escola Jenny Faria. Nesta fase inicial, estão previstos os cursos técnicos em Desenvolvimento de Sistemas e em Planejamento e Controle da Produção.
Durante reunião realizada no auditório da Prefeitura, autoridades municipais receberam a comissão de implantação do instituto. O prefeito Dr. Laércio Ribeiro destacou o impacto da iniciativa para o município, ressaltando a ampliação das oportunidades educacionais com a presença de mais uma instituição pública de ensino.
A comparação entre os dois municípios evidencia abordagens complementares: de um lado, São Gonçalo do Rio Abaixo priorizou a rápida operacionalização por meio da readequação de um espaço já existente; de outro, João Monlevade investe na construção de uma estrutura própria, com potencial para expansão futura e maior capacidade física.
Ambos os modelos, no entanto, convergem para o mesmo objetivo: ampliar o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade, além de impulsionar o desenvolvimento econômico regional por meio da qualificação profissional e da integração com o setor produtivo.





