A força-tarefa nacional contra aumentos abusivos no preço dos combustíveis já fiscalizou mais de 10 mil postos em todo o país. A operação foi iniciada em março, após o início da guerra no Oriente Médio, e envolve Procons, Ministério da Justiça, Polícia Federal, PRF e Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).
Além dos postos, 428 distribuidoras também foram inspecionadas. Até agora, a ação resultou em mais de 6 mil notificações e 38 multas, que podem chegar a R$ 14 milhões para estabelecimentos que adotam práticas ilegais. Para o consumidor, a orientação é ficar atento a aumentos sem justificativa e denunciar possíveis abusos ao Procon do seu estado ou município, além dos canais oficiais da ANP.
Em 12 de março, o governo também adotou medidas para tentar reduzir o impacto no bolso da população, como a zeragem dos impostos federais sobre o diesel (PIS/Cofins). Já em 19 de março, outra Medida Provisória ampliou a atuação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na fiscalização do cumprimento do frete mínimo.
No mesmo período, o piso do frete rodoviário foi reajustado duas vezes, como forma de reduzir o impacto da alta do diesel sobre caminhoneiros e evitar repasses maiores ao consumidor. Segundo o governo federal, o conjunto de medidas busca conter a alta de preços em cadeia, especialmente em itens como alimentos e transporte, e reduzir os efeitos da crise internacional no dia a dia da população.





