Uma funcionária de um estabelecimento comercial de Goiás foi presa em flagrante na última segunda-feira, suspeita de desviar dinheiro do caixa da empresa onde trabalhava havia aproximadamente cinco anos. Segundo a Polícia Civil, ela recebia salário de cerca de R$ 3 mil, mas apresentava movimentações financeiras e aquisição de bens considerados incompatíveis com a renda declarada.
De acordo com o delegado Henrique Berocan, a mulher era considerada pessoa de confiança do proprietário e ficava responsável pelo fechamento do caixa de várias empresas ligadas a ele. A polícia investiga a possibilidade de que os desvios tenham ocorrido por um período de pelo menos dois anos.
A suspeita foi flagrada, segundo a investigação, retirando aproximadamente R$ 1.428 do valor que deveria ser depositado. Imagens do circuito interno teriam registrado o momento em que ela retirou as cédulas durante o fechamento, sem repassá-las ao caixa.
O proprietário instalou posteriormente um cofre eletrônico no estabelecimento e identificou um aumento de aproximadamente 20% nas divergências entre os valores registrados e os efetivamente encontrados nos fechamentos. Segundo o delegado, os fechamentos anteriores realizados pela funcionária não teriam sido conferidos de forma adequada. Um levantamento retroativo dos caixas deverá ser realizado para identificar a extensão do possível prejuízo.
A investigação também apura movimentações financeiras atribuídas à suspeita. Funcionários de uma lotérica teriam relatado à polícia que, há cerca de dois anos, ela realizava depósitos em dinheiro com frequência, geralmente entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. A movimentação deverá ser analisada por meio da quebra do sigilo bancário.
Ainda segundo o delegado, a mulher teria mostrado a funcionários de um salão de beleza um saldo de aproximadamente R$ 60 mil em sua conta bancária. A polícia também investiga a aquisição de um carro zero-quilômetro para que o namorado trabalhasse como motorista de aplicativo, além da compra de uma casa, de um iPhone 17 avaliado em cerca de R$ 10 mil e de uma tatuagem de aproximadamente R$ 5 mil.
Em depoimento, a funcionária negou os crimes e afirmou que os valores seriam provenientes de apostas no chamado “jogo do tigrinho”.
A investigação também encontrou anotações durante a análise das informações bancárias que, segundo a polícia, podem ter relação com o suposto esquema de retirada de valores. O namorado da investigada também poderá ser responsabilizado criminalmente, caso sejam identificados elementos que indiquem participação nos fatos.
A mulher foi presa em flagrante, mas acabou liberada após audiência de custódia. Ela será investigada por furto qualificado. A Polícia Civil ainda deverá apurar o período em que os supostos desvios ocorreram e o valor total do possível prejuízo.






