Médicos do Samu sem receber em João Monlevade: Médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atuam em João Monlevade, contratados como pessoa jurídica (PJ), estão sem receber salários há pelo menos três meses. A situação foi apresentada durante reunião da Câmara Municipal realizada nesta terça-feira (22) e motivou cobranças por esclarecimentos sobre a gestão do serviço.

O tema foi levado ao plenário pelos vereadores Thiago Titó (MDB), e Belmar Diniz (PT), que relataram a falta de pagamento aos profissionais e a necessidade de um posicionamento oficial por parte do consórcio responsável pelo Samu.


Vereadores cobram explicações sobre atrasos

Durante a reunião, o vereador Belmar Diniz afirmou que o serviço enfrenta dificuldades financeiras e apontou que há problemas no fluxo de recursos que deveriam garantir o funcionamento regular do Samu.

Já o vereador Thiago Araújo, o “Titó”, destacou que parte dos municípios integrantes do consórcio responsável pelo custeio do serviço não estaria em dia com os repasses. Segundo ele, a inadimplência tem impacto direto na capacidade de pagamento dos profissionais.

Os dois parlamentares defenderam maior transparência na gestão e a apresentação de informações detalhadas sobre a situação financeira do consórcio.


Médicos PJ cobram posicionamento do consórcio

Os profissionais afetados atuam sob regime de contratação como pessoa jurídica, modelo comum em serviços de urgência. Sem o recebimento dos valores devidos, médicos cobram um posicionamento oficial do consórcio responsável pela administração do Samu em João Monlevade.

A falta de pagamento tem gerado insatisfação entre os profissionais, que aguardam esclarecimentos sobre prazos e medidas para regularização dos repasses.


Modelo de custeio depende de repasses

O Samu é mantido por meio de um modelo de financiamento compartilhado entre municípios consorciados, Governo de Minas Gerais e governo federal. Nesse formato, os custos operacionais são divididos entre os entes participantes.

Para viabilizar o serviço, foi criado um consórcio intermunicipal responsável pela gestão e execução das atividades. O equilíbrio financeiro depende do cumprimento regular das obrigações por parte dos participantes.


Cobrança por transparência e solução

Durante a discussão na Câmara, foi destacada a necessidade de esclarecimentos sobre a situação financeira do consórcio e de medidas para regularizar os pagamentos aos médicos.

Até o momento, não houve posicionamento oficial do consórcio responsável pelo Samu sobre os atrasos salariais.