A segurança é um dos fatores que mais influenciam a valorização imobiliária e a decisão de compra de um imóvel. Levando esse aspecto em consideração, o DataMG realizou, em maio deste ano, uma pesquisa com 300 moradores de João Monlevade para identificar quais bairros são percebidos pela população como os mais seguros e os menos seguros da cidade. O levantamento tem margem de erro de 5,6 pontos percentuais.
De acordo com os entrevistados, o bairro Aclimação lidera o ranking de segurança, com 16,7% das citações. Em seguida aparece a Vila Tanque, apontada por 12,7% dos participantes. Na sequência estão Carneirinhos (5,3%), Loanda (4,5%), República (4,1%), Novo Horizonte (2,9%), Nova Aclimação (2,4%), Teresópolis (2,4%), Lourdes (1,6%) e Centro Industrial (1,2%).
O resultado coloca o Aclimação, tradicionalmente associado a uma área residencial de alto padrão, como o bairro que mais transmite sensação de segurança aos moradores. Já a Vila Tanque, um dos bairros mais tradicionais do município, aparece na segunda colocação. Carneirinhos fecha o grupo dos três primeiros, impulsionado pela sua localização estratégica e pela concentração de serviços e atividades comerciais.
Na outra extremidade da pesquisa, o bairro São João foi apontado como o local que mais transmite sensação de insegurança, reunindo 19,9% das citações. O Planalto aparece logo atrás, com 15,3%. Juntos, os dois bairros concentram mais de um terço das respostas relacionadas à insegurança.
Também figuram entre os bairros considerados menos seguros pelos entrevistados o Novo Cruzeiro (5,1%), Carneirinhos (4,7%), Nova Monlevade (3,4%), Estrela Dalva (3,4%), São José (3%), Cruzeiro Celeste (2,5%), Lucília (1,7%) e Promorar (1,3%).
Um dos aspectos que mais chama atenção no levantamento é a presença de Carneirinhos nos dois rankings. O bairro aparece tanto entre os mais seguros quanto entre os menos seguros da cidade, evidenciando como a percepção da população pode variar de acordo com experiências individuais e diferentes áreas da região.
Embora a pesquisa não tenha como objetivo medir índices oficiais de criminalidade, a percepção de segurança exerce influência direta sobre o mercado imobiliário. Estudos do setor mostram que compradores e investidores tendem a priorizar regiões consideradas mais seguras, fator que impacta a valorização dos imóveis, a atração de novos empreendimentos e o interesse por locações.
Segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), 64% dos compradores afirmam estar dispostos a pagar mais por imóveis localizados em áreas consideradas seguras, demonstrando o peso que a sensação de segurança possui nas decisões relacionadas à moradia e aos investimentos imobiliários.


