Dois policiais militares lotados em um pelotão da Polícia Militar em São Gonçalo do Rio Abaixo, vinculado ao 26º Batalhão da PM, em Itabira, foram presos suspeitos de participação em um roubo de carga ocorrido na BR-381, em Antônio Dias. As informações foram divulgadas pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) durante coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (28).
Os suspeitos são um sargento, de 42 anos, e um soldado, de 28 anos. De acordo com o tenente-coronel Allan Mendes Soares, a identificação dos militares ocorreu a partir do compartilhamento de informações de inteligência entre a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo o comandante, os suspeitos chegaram ao local do acidente em três veículos: uma caminhonete Chevrolet S10 preta, um Volkswagen Polo prata e uma Saveiro branca. Conforme as investigações, eles se apresentaram inicialmente como responsáveis pela escolta da carga que havia tombado na rodovia.
Ainda conforme a apuração, após o motorista informar que não havia contratado serviço de seguradora, os suspeitos teriam utilizado ameaças e intimidações com arma de fogo para subtrair parte da carga.
Relatos das vítimas indicam que os criminosos efetuaram disparos para o alto e retiraram mercadorias que estavam escondidas às margens da rodovia após o acidente. Entre os produtos levados estavam pneus, roupas, brinquedos, motocicletas elétricas e equipamentos eletrônicos.
Buscas e apreensões
Durante o cumprimento de mandados e diligências nas residências dos suspeitos, foram apreendidas duas pistolas, munições, carregadores, aparelhos celulares e a caminhonete S10 preta que, segundo a investigação, teria sido utilizada na ação.
Além dos dois policiais militares, um guarda civil municipal de Ipatinga também é investigado por suposta participação no crime. Ele foi identificado pelas forças de segurança, mas permanece foragido.
A Polícia Militar informou que as investigações continuam e não descartam o envolvimento de outras pessoas. Segundo Allan Mendes Soares, seis indivíduos teriam participado da ação, mas apenas três foram identificados até o momento.
Durante os procedimentos policiais, os militares presos afirmaram que haviam sido contratados para realizar a escolta da carga. No entanto, ao serem questionados sobre o transporte das mercadorias encontradas nos veículos, optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Os celulares apreendidos serão submetidos à análise pericial. A investigação também busca identificar possíveis grupos de comunicação utilizados para monitorar acidentes e cargas transportadas pelas rodovias da região.
Após serem conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, os policiais militares deverão ser transferidos para unidades prisionais localizadas em Governador Valadares e Ubá, onde permanecerão à disposição da Justiça.





