A Prefeitura de João Monlevade deverá adotar medidas de contenção de despesas para o encerramento de 2026. A decisão foi discutida em reunião realizada na tarde de quarta-feira (4), entre o prefeito Dr. Laércio Ribeiro (PT) e os secretários municipais. Segundo a administração, embora a receita tenha apresentado crescimento em relação ao mesmo período de 2025, a arrecadação ficou abaixo do valor previsto no orçamento até setembro.
Durante o encontro, a economista do município, Érica Rabelo, apresentou o cenário financeiro e apontou a necessidade de adequar os gastos à capacidade de arrecadação. A orientação é reavaliar compromissos financeiros, acompanhar a execução das despesas e estabelecer prioridades para os últimos meses do ano, com o objetivo de manter o equilíbrio das contas públicas.
Entre as medidas anunciadas estão a revisão de contratos, o controle de novas aquisições, a redução de horas extras e o adiamento de compromissos que possam ser transferidos para 2027. As determinações deverão ser formalizadas por meio de decreto municipal. Também foi solicitada às secretarias uma análise dos valores empenhados, para identificar quais serviços e fornecimentos foram efetivamente executados e estão aptos à liquidação e ao pagamento.


O prefeito afirmou que os ajustes buscam adequar as despesas à realidade financeira do município, com prioridade para os serviços considerados essenciais. A administração também pretende evitar novos gastos considerados desnecessários e manter o cumprimento das obrigações financeiras.
O secretário de Planejamento, Fabrício Lopes, e o chefe de Gabinete, Gentil Bicalho, também participaram da reunião. Ambos destacaram a necessidade de atuação conjunta das secretarias para controlar os gastos e conciliar a continuidade de obras e serviços públicos com a situação financeira municipal. As medidas anunciadas têm caráter preventivo, segundo a Prefeitura. Até o momento, não foram apresentados os valores exatos da diferença entre a arrecadação prevista e a efetivamente registrada, nem a estimativa de economia que deverá ser alcançada com os cortes.






