A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) registrou, entre janeiro e agosto de 2026, 92 ocorrências no sistema elétrico provocadas por queimadas em sua área de concessão. Segundo a empresa, os incêndios prejudicaram o fornecimento de energia para mais de 46 mil pessoas em diferentes regiões do estado.
Além dos impactos no fornecimento, as queimadas podem provocar danos à infraestrutura da rede elétrica e afetar serviços essenciais, como hospitais, escolas e estabelecimentos comerciais.
A prática de queimadas pode configurar crime, dependendo das circunstâncias, e resultar em responsabilização criminal. A Cemig também alerta que grande parte dos focos de incêndio tem origem em ações humanas.
Entre as medidas de prevenção recomendadas está a extinção completa de fogueiras e outros focos de fogo utilizados em acampamentos. A orientação é utilizar água para apagar as brasas, evitando que o vento as transporte para áreas de vegetação.
Outra recomendação é não descartar cigarros acesos em estradas, terrenos ou áreas rurais. Também é necessário evitar deixar garrafas de plástico ou vidro expostas ao sol em locais com vegetação, pois esses materiais podem contribuir para o início de incêndios.
Mesmo nos casos em que a queimada é autorizada pela legislação, existem restrições de segurança. O fogo não deve ser utilizado a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias e do limite das faixas de segurança de linhas de transmissão e distribuição de energia.
Também é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, áreas de preservação permanente e parques florestais.
A prevenção é considerada uma das principais formas de reduzir os riscos de incêndios e evitar danos à rede elétrica e à população.
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