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João Monlevade
sábado, junho 13, 2026
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Vale planeja usina em Barão de Cocais para transformar rejeitos em minério

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Projeto prevê produção anual de 2 milhões de toneladas e início de operação em 2027

A Vale anunciou, na sexta-feira (10), a construção de uma usina de processamento de rejeitos e estéril no município de Barão de Cocais, na região Central de Minas Gerais. A estrutura terá capacidade para produzir até 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, a partir do reaproveitamento de materiais descartados pela atividade minerária.

A planta será instalada na antiga mina de Gongo Soco, desativada desde 2016. O projeto prevê o beneficiamento de materiais oriundos da descaracterização da barragem Sul Superior, e com conclusão estimada para 2029, além de duas pilhas existentes na unidade.

As obras devem durar cerca de 19 meses, com previsão de início da operação em 2027. O escoamento da produção será realizado por meio da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), reduzindo a necessidade de transporte rodoviário.

Segundo a empresa, será utilizada tecnologia de concentração magnética, que permite maximizar a recuperação do minério de ferro contido nos rejeitos. O método também se destaca por ser mais compacto, demandar menor área e contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa.

A mineradora informou ainda que o projeto segue um modelo de engenharia modular, com o objetivo de tornar a execução mais ágil e economicamente eficiente. Até o momento, não foram divulgados valores de investimento nem estimativas de geração de empregos.

Impactos e demandas da população

O anúncio ocorre em meio a preocupações de moradores de Barão de Cocais com os impactos da atividade minerária, especialmente relacionados ao aumento do tráfego de caminhões e à sobrecarga na infraestrutura urbana.

Autoridades municipais têm defendido alternativas logísticas, como o uso mais amplo da malha ferroviária e de terminais já existentes na cidade, para minimizar os transtornos à população.

A administração municipal também avalia medidas para reduzir os impactos ambientais e urbanos, incluindo restrições de circulação de veículos pesados em determinados horários e melhorias na infraestrutura viária.

A empresa declarou que mantém diálogo com o poder público para discutir soluções que conciliem o desenvolvimento econômico com a qualidade de vida da população.

Não é permitida essa ação.