Dez passageiras morreram após o tombamento de um ônibus de turismo na BR-040, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, na tarde de domingo (16). O veículo havia saído de Belo Horizonte com destino a Copacabana, na capital fluminense.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou nove das vítimas. O décimo nome foi divulgado pelo Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), que informou que Alessandra Pereira, de 34 anos, foi socorrida e encaminhada à unidade, mas não resistiu aos ferimentos.
Os corpos das nove vítimas identificadas pela Polícia Civil foram liberados aos familiares após exames periciais realizados no Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis. O corpo de Alessandra foi encaminhado ao PRPTC de Nova Iguaçu.
Entre as vítimas estão uma criança de 7 anos e nove mulheres. Foram identificadas:
- Jhennifer Ferreira Carvalho, 33 anos;
- Lavinia Eduarda Souza Dias, 7 anos;
- Luciana Ferreira Carvalho, 53 anos;
- Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, 19 anos;
- Keyla Perucci da Silva, 35 anos;
- Priscilla de Souza Braz, 33 anos;
- Natália Fimiano de Barros, 34 anos;
- Dayanna de Lima Viana, 36 anos;
- Vania Elida de Jesus Crispim, 33 anos;
- Alessandra Pereira, 34 anos.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus transportava 47 passageiros, além dos dois motoristas. A Polícia Civil informou que a investigação sobre o acidente está em andamento.
ANTT aponta transporte clandestino
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus não estava habilitado para realizar transporte interestadual de passageiros. Conforme o órgão, a operação é caracterizada como transporte clandestino de passageiros.
O veículo, de placa AKY-3454, estava registrado em nome da Dinna Ellles Turismo e tinha comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Segundo a ANTT, nenhuma das duas empresas possuía habilitação para realizar o transporte interestadual de passageiros. A viagem foi atribuída à empresa Estrela Guia Turismo, que também não era habilitada pela agência para esse tipo de operação.
O ônibus ainda apresentava um adesivo da ANTT vinculado à empresa Samara, que, segundo a agência, também estava inapta. A ANTT afirmou que, com base nas informações disponíveis até o momento, a operação era caracterizada como transporte clandestino de passageiros. A investigação policial deverá apurar as circunstâncias do tombamento e as possíveis responsabilidades relacionadas ao acidente.






