A uma semana de perder a validade, a Medida Provisória do Frete (MP do Frete) voltou a gerar tensão entre caminhoneiros e o Congresso Nacional. A medida provisória, que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete e altera as regras para o transporte rodoviário de cargas, está parada no Senado há três semanas, após ser aprovada pela Câmara dos Deputados.
Nos bastidores, há um entendimento de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está travando a votação e por isso a proposta ainda não foi incluída na pauta do Plenário. Diante do impasse, o presidente da Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, – conhecido como Chorão – voltou a pressionar o governo e o Congresso para que o texto seja aprovado.
Segundo ele, os caminhoneiros poderão entrar em greve caso a medida provisória não seja votada a tempo. A categoria afirma que a proposta é fundamental para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete e impedir o pagamento de valores abaixo da tabela estabelecida pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).


