O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Defensoria Pública da União (DPU) firmaram, na última terça-feira (1º), um acordo de cooperação técnica para expandir a assistência jurídica remota em todo o Brasil. A iniciativa visa garantir suporte gratuito a eleitores e candidatos sem recursos financeiros para o pleito de 2026, especialmente em regiões onde a Defensoria não possui sede física.

Foco na interiorização e grupos vulneráveis

A parceria fortalece a atuação do Núcleo Estratégico de Interiorização Eleitoral (Neie). Segundo a defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado, o objetivo é assegurar que a falta de estrutura física não seja um impedimento para o acesso à Justiça.

O projeto prioriza o atendimento a grupos que enfrentam maiores obstáculos na participação política, como povos indígenas, comunidades quilombolas, migrantes, refugiados, populações de fronteira, pessoas em situação de rua e mulheres.

Combate à violência política e fraudes

Além da assistência básica, o acordo permitirá um enfrentamento mais direto a crimes e irregularidades eleitorais. Entre os temas destacados pela DPU e pelo TSE estão o combate às fraudes em cotas de gênero, a violência política contra candidatas e o assédio eleitoral no ambiente de trabalho.

Para a defensora Tarcijany Machado, a medida é essencial para a democracia, pois impede que o medo ou a violência afastem cidadãos da vida política nacional.

Modernização e fluxo processual

O acordo prevê a integração do núcleo estratégico aos sistemas processuais eletrônicos da Justiça Eleitoral. Isso facilitará o recebimento de intimações e a organização do atendimento jurídico virtual por parte dos defensores públicos.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ressaltou que a integração entre as instituições é fundamental para garantir a presença efetiva da Defensoria Pública perante a Justiça Eleitoral em todos os 27 tribunais regionais do país.