A articulação entre secretarias municipais, empresas privadas, forças de segurança pública e entidades voluntárias definiu a pauta da segunda edição do Encontro Estratégico de Prevenção e Combate a Incêndios, realizada na quarta-feira, dia 12 de agosto de 2026. A atividade ocorreu nas instalações do Centro de Educação Ambiental da ArcelorMittal, localizado no município de João Monlevade.

O evento contou com a participação de representantes do poder Executivo local de João Monlevade e Bela Vista de Minas, integrantes do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar de Minas Gerais, Defesa Civil, Instituto Estadual de Florestas, Brigada Florestal Voluntária e representantes do setor industrial. O objetivo central do debate consistiu no alinhamento de protocolos operacionais e no planejamento preventivo para o período de estiagem na região do Médio Piracicaba.

Durante a reunião, foram divulgados dados estatísticos sobre ocorrências registradas em áreas florestais sob responsabilidade da empresa siderúrgica local. Os números apontam que, no ano de 2024, foram contabilizadas 107 queimadas, totalizando 2.325,9 hectares atingidos. Em 2025, o registro caiu para 49 ocorrências e 73 hectares afetados. No período compreendido entre janeiro e julho de 2026, foram notificadas 21 ocorrências, cobrindo uma extensão estimada em 1,82 hectare.

A gestão ambiental e os órgãos de fiscalização abordaram as dificuldades causadas pelas queimadas urbanas e rurais, destacando os riscos do uso do fogo para a limpeza de lotes e quintais. A Secretaria de Meio Ambiente de Bela Vista de Minas informou sobre o fortalecimento da fiscalização e a atualização do Código de Posturas do município. Paralelamente, o Instituto Estadual de Florestas e o Corpo de Bombeiros destacaram as especificidades do relevo e da vegetação regional, exigindo pronta resposta e atuação multidisciplinar.

A Brigada Florestal Voluntária, que conta com 18 integrantes efetivos, participou das deliberações ao lado da Polícia Militar, que ressaltou a disponibilidade de efetivo para a identificação de autores de crimes ambientais decorrentes de queimadas ilegais. Ao final dos debates, os participantes propuseram a estruturação de uma rede regional permanente voltada ao monitoramento, à educação ambiental e ao combate coordenado a incêndios florestais.